Copa 2014

Se muitos por aí já se sentiam incomodados com a importância que o país dá para o futebol, agora coloquem suas respectivas barbas de molho, pois o bicho vai realmente pegar! Esperem por aí bastante oba-oba de políticos e da mídia enaltecendo a cada instante o proposto evento.

Acho interessante que o evento aconteça por aqui. Aquele sentimento de que todos estejam olhando para o país é interessante. Uma pena que tenhamos de jogar para debaixo do tapete tantas mazelas de uma das nações mais desiguais do planeta. Mas como somos uma sociedade hipócrita, não será difícil esconder a realidade para fingir ser um país próspero e humanamente justo.

Um forte abraço.
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Hipocrisia em nome de Deus

Por quê? Por que usam tanto a imagem de Deus – o sagrado Deus da tradição judaico-cristã – para qualquer cotidiano passageiro? Para qualquer inutilidade, qualquer tema, seja este religioso ou não, qualquer conversa, seja uma declaração de amor ou discussão pesada. Em todos os momentos há religiosos que sentem a necessidade de justificar qualquer argumento pela palavra de Deus. Isso é uma maneira de demonstrar o poder Dele ou profanizar a figura divina?

É incrível como a função do Senhor conseguiu se minimizar às bobagens humanas. Assim, amaciam qualquer conflito, dando um soco almofadado no adversário. Algo como: “vocês, ateus, são criaturas perdidas no mundo, pensam que sabem, mas sua lógica materialista sucumbirá diante das palavras de Deus”. E quem foi atacado vai falar o quê? Quando o relativo entra em cena, a polêmica morre. O que usar como argumento contra aquele que se utiliza não de uma observação do qual todos podem entender, mas de uma crença secular adorada por um grupo de pessoas?

Para ser mais direto, é mais ou menos assim: “Vá se foder, não tenho mais o que falar com você. Tudo de bom, fique com Deus”. Que bondade é essa? Bondade? Pelo que os religiosos estão me mostrando, basta ver em qualquer discussão pela internet, é que Deus virou uma espécie de silenciador de uma pistola do povo. Pode-se xingar sob o manto de Deus, pode-se matar sob a áurea do Senhor. Não importa a ética, a moral, os valores universais de uma sociedade que anseia por respeito. Se qualquer transgressão for assinada com a fidelidade Nele, então está tudo certo. O errado transmuta-se. Pelos religiosos, a lógica social é simples: o certo é o que Ele defende, o errado é o que repudia.

Eles lutam contra o aborto, eutanásia, pesquisas com células-tronco, homossexualidade etc, em suma, lutam contra a liberdade enquanto defendem um inexplicável e incoerente “direito à vida”. Lutam até contra o direito de você não ser da religião deles. Porém, essa ótica, pelo que está escrito numa enciclopédia sagrada, a Bíblia, é a maior demonstração de amor ao próximo que podemos oferecer. Além disso, precisaríamos louvar a Deus o tempo todo por qualquer ação, ficar babando aos pés dos santos sobre os altares, bater cartão no confessionário e proferir orações das quais não se entende nem a conjugação verbal.

Ainda acredito que a forma de conduta dos cristãos foi distorcida por uma facção milenar que interpretou de maneira preconceituosa as leis divinas, talvez propositadamente. Como um Deus que representa o amor pode disseminar tanta discriminação? A indiferença que a Igreja apresenta em relação à causa dos problemas sociais é vergonhosa, ainda mais quando vemos que engajada ela sempre foi, entretanto, a corrupção, que não é só de órgãos políticos, atolou o ideal sagrado num ciclo interesseiro que vemos desde o medievo: antes vendendo passagens para o céu, e agora negociando fé em shows que lotam arquibancadas.

Uma representante cristã disse que as pessoas colocam a imagem de Deus em tudo, e propunha que O livrássemos dos problemas banais. Resultado: foi suspensa do catolicismo por um ano. Suspensão por falar aquilo que é o mais óbvio. Hoje em dia um cara reza para que o cinema não esteja lotado, faz oração para conseguir uma namorada, faz promessa para emagrecer dois quilinhos. Que fé é essa? Uma fé solúvel, como muito bem colocou Fernando Anitelli, da banda orgulhosamente pagã O Teatro Mágico.

Sei que há cristãos que vão concordar comigo, pois percebem que houve uma banalização pró-hipocrisia. Nem precisei entrar em detalhes sobre a Igreja na história, pois já se sabe que nunca foi de plausível honestidade. Esses cristãos sabem disso. E nem entrei no mérito da ideologia cristã em si, mas sim daqueles que a executam. São esses que criticam os ateus por denegrir a imagem de Deus, mas são eles mesmos que vulgarizam sua própria crença. Colocam a culpa dos males da sociedade sobre aqueles que descartam o credo, mas atuam de maneira muito mais segregadora do que eles.

Entretanto, é evidente que muitos vão me criticar. Vão falar que sou um filho do capeta cego na ilusão positivista desenvolvida supostamente pela ciência. Eles se dizem odiar a ciência, mas vivem dela. Eles se dizem propagadores do amor, mas pulverizam a discordância. Se soubessem mesclar os ensinamentos divinos com a atualidade do nosso mundo e sociedade, poderiam fundir os dois numa ideologia muito mais igualitária. Ser cristão não significa pensar por orações e falar por profecias.

Adriano Senkevics pertence ao blog Letras Despidas.

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O aborto deve ser legalizado?

Olá meus caros amigos,

Após declarações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, parece que as discussões sobre o aborto voltaram a aparecer com força total. Ontem o governador comentou à imprensa que é a favor da legalização do aborto, pois de acordo com suas análises, muitas crianças poderíam deixar de nascer em locais desestruturados, como já acontece com freqüência, e assim contribuir para a diminuição da violência e das desigualdades em geral.

De certa forma, não vejo incoerências nas palavras de Sérgio Cabral. Sem dúvida que ele está correto ao afirmar que é nas camadas menos favorecidas que as altas taxas de natalidade contribuem para o aumento da violência. É justamente nestas camadas onde não se há mais estrutura familiar, crianças são colocadas no mundo sem planejamento, tendo de conviver desde cedo com maus exemplos que acabam por contribuir para sua péssima formação ética e intelectual.

É claro que falando dessa forma, atribuímos todas as injustiças existentes a apenas um ou dois fatores. É necessário salientar que as distorções sociais existentes são em grande parte provocadas pelo excesso de omissão por parte do estado. Não podemos atribuir a problemas complexos, motivos ou soluções simples e perfeitas. Até porque elas dificilmente funcionariam.

Entretanto, não há de se negar que uma política de planejamento familiar e estrutura da população contribuiria maciçamente para uma melhora das condições de vida no país. Só não concordo que apenas fiquemos discutindo a respeito de um tema que terá dificuldades de ser aceito e não terá tanta eficácia como muitos acham.

Sou a favor do aborto. Acredito que a pessoa tem o direito de fazer o que bem entende com seu corpo. Aliás, o aborto sendo de forma legal traria muito menos riscos a paciente. Pode parecer até mesmo cruel, mas de que adianta não tirar a vida de um ser ainda nos estágios iniciais, se fatalmente, com as condições atuais do país, será morto pelas injustiças e a violência? De qualquer forma, uma outra medida de controle da natalidade seria muito mais útil e certamente agrediria muito menos as questões éticas ou religiosas. Não entendo como até hoje o governo brasileiro não iniciou uma política para operar as mães que já possuíssem um certo número de filhos. Falamos demais no aborto, mas não discutimos um problema tão ou mais grave quanto. São inúmeras mulheres abaixo dos 20 anos que já possuem 2 ou mais filhos. O governo se atém apenas a fazer políticas de conscientização, mas não faz nada mais direto para resolver o problema. Por que deixar, mesmo uma mulher nova, mas já com 3 filhos, com capacidade para engravidar ainda mais vezes? O crescimento vegetativo do Brasil é típico de países subdesenvolvidos. Nossas taxas de natalidade ainda são altas, o que dificulta ainda mais a estruturação da sociedade brasileira. Como inserir todas essas novas crianças em uma vida ética, moral e honesta? Como inserí-las em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente por níveis educacionais superiores? É certo que se o brasileiro, principalmente nas camadas menos favorecidas, tivessem um número de filhos bem inferior aos índices de hoje, a justiça social seria mais fácil de ser atingida. Mas veja bem! Não estou querendo dizer que apenas essa medida resolveria o problema da injustiça social no país. Apenas acredito que já contribuiria bastante.

Um outro fator que me incomoda bastante, diz respeito a posição das principais igrejas pelo país. Pelo viés dogmático da Igreja Católica, não é difícil entender porque são totalmente contrários ao aborto. Eu respeito, mas não concordo. Porém, esse radicalismo se estende a temas, que a meu ver, são cruciais para a melhora das condições de vida do povo. A Igreja Católica, assim como muitas, são também totalmente contrárias aos métodos ditos anti-concepcionais. Não apoiam a pílula, nem mesmo a camisinha.

As igrejas são irresponsáveis ao defender essa idéia. Esses métodos são fundamentais não só para preservação da saúde das pessoas, como também pelo direito de um planejamento familiar e melhores condições de vida dos indivíduos. Penso, inclusive, que se as igrejas não mudarem essa concepção continuarão a perder cada vez mais adeptos. Pois, afinal, está cada vez mais difícil de encontrar pessoas que sigam fielmente o que elas dizem.

Conscientização é válido mas não atua efetivamente nos problemas do país. Apenas dizer aos pobres que deve-se usar pílulas ou camisinha não produz efeitos significativos à sociedade. É preciso medidas mais práticas e diretas. Defendo antes mesmo da legalização do aborto, um total controle de natalidade. O governo deve investigar, com o auxílio dos estados e municípios, se a mulher ou mesmo a família tem condições de sustentar um número maior de filhos. O termo "sustentar" não pode ser entendido apenas como comida na barriga. O sustento também é moral, intelectual e ético. Dessa forma, como uma família sem estrutura conseguirá tal feito?

Com o auxílio do governo nesse planejamento familiar, aliado a investimentos verdadeiros e maciços em saúde e educação, nosso país poderia caminhar por estradas mais promissoras.

Um tema polêmico, que exige discussões cada vez mais racionais.

Um forte abraço a todos.
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A paixão retorna ...

Tenho passado por momentos interessantes em minha vida. Quando criei o Críticas & Reflexões, talvez por não trabalhar e apenas fazer faculdade, vivia cheio de discussões em pauta para serem debatidas por aqui. Volta e meia, algo me revoltava e estava eu neste espaço despejando minhas críticas venenosas, para cima de alguém ou alguma coisa.

Porém, talvez pelo estresse do dia-a-dia, muitas vezes tenho algo interessante para discutir, mas não tenho ânimo para começar o embate. Por isso, pensando que talvez estivesse entrando demais em uma vida monótona, recuperei uma paixão que me arrebatava com intensidade nos tempos de adolescência. A bicicleta voltou a fazer parte dos meus dias. A vontade de montar na "magrela" e sair por aí tornou a bater no meu coração. É engraçado, quando somos adolescente não vemos a hora de conquistarmos a maioridade para dirigirmos automóveis. Agora, talvez por um período, quem sabe, o carro perde um pouco de importância e a bicicleta retorna a seu lugar de destaque.

Preciso demais da bicicleta, voltar a fazer exercícios, desvendar caminhos novos por aí. E, como não poderia ser diferente, quero passar essa paixão para meus amores. Não demorarei a comprar uma bicicleta para Renata e adaptar na minha uma "cadeirinha" para levarmos a Cecília. Acho que momentos assim fazem falta a qualquer família, concordam?

Esse papo de ficar velho na mente está por fora! Quero mesmo é curtir a vida com minha esposa e nossa pequena, de forma agradável e sadia. Aliás, quero que minha filha tenha um pai disposto para participar de tudo que for preciso na vida dela. Não que queira que o tempo passe rápido, mas certas vezes fico ansioso para um dia sair pedalando com Cecília por aí. Pai e filha juntos nos momentos mais preciosos da vida.

Um forte abraço a todos...
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O que fazer?

Como sempre cito por aqui, fico meio perplexo diante das coisas que ouço dos alunos, quando despercebidamente analiso o que conversam. Hoje, após uma aula sobre a hierarquia das cidades brasileiras, deixei o mapa aberto para que os alunos pudessem ter contato com o material. O mapa da América do Sul exibia toda a divisão territorial dos países e algumas características com relação a localização das cidades. Não pude deixar de perceber que muitos dos que ali estavam foram em busca da Colômbia, justamente por se tratar de um grande celeiro de drogas nos dias de hoje.

Como podem estar acontecendo esses fatos absurdos ao meu ver e nada fazermos para reverter o quadro? É impressionante como caminhamos em direção a um abismo constante sem mesmo temer lá a diante. Até quando agiremos apenas localmente, colocando trancas, alarmes, câmeras e total proteção apenas às pessoas que estão a nossa volta? Será que combater esse problema é apenas cuidar do que é de nossa "posse"? Será que a vida daquele garoto da favela não tem haver conosco?

O mundo neoliberal aguçou ainda mais o individualismo e a competição. Buscamos incansavelmente o sucesso pessoal e não coletivo. Digo isso porque enquanto inserido no processo tenho que me policiar freqüentemente para que não me deixe cair nesses vícios tão esdrúxulos da sociedade.

Será que ser desigual estaria na origem do ser humano? Seríamos totalmente capazes de viver próximos ao igualitarismo? Ou, se além de capazes, estaríamos realmente dispostos em viver de tal maneira?

Certas vezes acho que com toda crítica que se faz ao sistema, ao país e a todas as arestas ainda não aparadas, na verdade todos gostamos de nos sobrepor a alguma coisa ou a alguém. Sinto em pensar isso, gostaria mesmo de estar totalmente enganado. E, sinceramente, espero que esteja. Preciso acreditar que exista solução.

Afinal, não é possível que jovens inocentes tenham que ser condenados a viver à margem apenas para alimentar o sistema. Por que é isso que eles fazem. São partes de uma grande engrenagem que move a economia e todo planeta.

Um forte abraço a todos.
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Sábado à noite ...

Nada como uma noite de sábado para acalmarmos os ânimos acumulados durante a semana de trabalho. Aliás, denovo com uma gripe chata, não poderia estar tão agradecido de novamente estarmos em um fim de semana.

Aproveitando o momento, a Fórmula 1 finalmente se encerra amanhã. Claro que gostaria de estar falando sobre a possibilidade do título de Massa, mas como não é possível, torcer por mais uma vitória do brasileiro em solo natal não poderia ser melhor.

De qualquer forma, não sei dizer se ficaria mais satisfeito com o título nas mãos de um ou de outro. Prefiro abster-me da opinião e torcer para que o ano de 2008 seja mais produtivo para os brasileiros. Afinal, dá-lhe Piquet, não é mesmo?

Mudando de tema, tenho passado momentos de falta de inspiração para escrever por aqui. Acho até que a mudança de casa pode mudar o clima, mas ainda não me sinto completamente bem para escrever os já conhecidos textos críticos que faço. Talvez por ter andado um tanto angustiado com problemas familiares. Estes sempre alimentaram minha forme de escrever, mas ultimamente têm sido tão fortes que minha vontade de "blogar" também esteve em baixa. Aos que já me conhecem com certa intimidade, deixo claro que não são problemas com Renata, minha esposa, mas com familiares por esse mundo à fora que sempre nos dão dor de cabeça.

Sou uma pessoa muito crítica e coerente. Bom, pelo menos coerência é o que tento buscar em todos os atos, mesmo sendo uma tarefa árdua de se conseguir. Os problemas vão me consumindo, até que por um motivo banal qualquer exponho tudo que acumulara em meus sentimentos. Espero que esse processo não demore muito a ocorrer, pois a sensação de alívio é grande quando tudo acontece.

Um certo comentário de um internauta no endereço antigo pode ter me mostrado algo que sempre esteve no meu ser, mas que nunca havia parado para perceber. Talvez eu me sinta superior a muitas pessoas. Talvez tenha vivido nesses últimos tempos tentando abolir este sentimento que me cerca a cada instante.

Todavia, quando percebo os atos corriqueiros que são cometidos pelos que estão a minha volta, vejo que a possibilidade de realmente ser um crítico é latente. Outras vezes, prefiro pensar que o que sou nada mais é do que herança de meus ascendentes tão parecidos nas atitudes. Ora orgulho-me, ora decepciono-me.

No fim, a única coisa que sempre podemos concluir é que tudo que sabemos é que nada sabemos.

Às vezes um pouco de auto avaliação cai bem.

Um forte abraço a todos.
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Nova casa ...

Olá meus amigos,

É com grande satisfação que vos escrevo pela primeira vez depois da mudança de servidor de blogs. Depois de mais de um ano no Wordpress e mais de 45 mil acessos a mudança para o Blogger foi mais do que necessária, devido aos inúmeros serviços que não conseguira executar por lá.

Alguns problemas com a inserção de códigos "html" e "java" fizeram-me procurar um novo serviço. Desta forma, espero poder colher inúmeros e bons frutos a partir de agora, contando sempre com a presença dos visitantes e dos já antigos e conhecidos amigos da rede.

Um forte abraço a todos.
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Quebra de monopólio?

Acho interessante quando o presidente das organizações Record de televisão vem a público, durante a inauguração da Record News, e diz que trata-se do início da quebra do monopólio da informação tão antiga em nosso país.

Certamente, apenas os “fiéis” da Igreja Universal conseguiram acreditar que Bispo Macedo quer contribuir para a democracia no Brasil. É evidente que ele quer acabar com o “monopólio” da globo, mas não para facilitar o acesso a informação. Quer mesmo é estabelecer o monopólio dele no lugar. Que situação fomos parar. Ficar entre Globo e Record, que diga-se de passagem, mais desinformam que informam.

Nos últimos tempos temos assistido a um bombardeio constante da emissora do Bispo a tudo proveniente da emissora de Roberto Marinho. No caso da atriz que sofreu uma fratura facial no “Dança no Gelo” do Faustão, o apresentador Brito Jr. teve a ousadia em questionar, em rede aberta, até que ponto a “busca por audiência” colocaria indivíduos em risco. Ora meu caro amigo Brito, pecou gravemente. Sinceramente não sabia que você praticava atitudes tão desprezíveis para como a população. Não que queira defender a globo ou o próprio Fausto Silva, mas seus questionamentos são hipócritas pois todos sabemos que há meses a Rede Record vem fazendo de TUDO para derrubar a rival.

De qualquer forma, não cabe aqui perdermos tanto tempo com brigas sem relevância para o crescimento do país. Entre Globo e Record fico com a TV Escola, Futura, Cultura, TVE-RJ e outras emissoras que contribuem de verdade para o progresso do Brasil.

Para terminar, relembro Che por sua imagem de luta contra a quebra dos absurdos praticados pelos Norte-Americanos na América Latina. Muitos pontos são negativos, principalmente quando nos referimos a seu amigo Fidel, mas não podemos deixar de ressaltar a importância simbólica desse homem que inspira até hoje o ideal de luta pela justiça.

Um forte abraço a todos.

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Aos comentários desconstrutivos …

Acabo de receber, no meu post sobre o Gatonet, um comentário extremamente vazio e grotesco. Desta forma, não poderia deixar passar a oportunidade de abordar um assunto que freqüentemente ocorre nos mais variados meios e níveis da sociedade. Não temos capacidade de discutir temas ou assuntos. Somos, na grande maioria das vezes, levados pela emoção e perdemos grandes oportunidades de participar de uma discussão relevante a formação de todos.

Quantas vezes vi pessoas já sem argumento partindo para ignorância ou para utilização de termos cada vez mais desprezíveis para com o outro indivíduo. Mesmo tendo um conhecimento maior sobre algum tema temos de ser humildes e entender que a outra pessoa pode ter alguma informação que você não tenha, e que seria super interessante se os dois unissem a bagagem de informação para o crescimento intelectual de ambos. Mas não. Inúmeras vezes somos levados pelo fanatismo ou orgulho e deixamos passar momentos que nos cresceriam bastante.

Por fim, gostaria de compartilhar com todos o comentário do(a) amigo(a) que me escrevera apenas para insultar, perdendo uma ótima oportunidade para chegarmos a uma síntese.

Um grande abraço a todos.

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Aos amigos…

Depois de uma semana maravilhosa em águas capixabas, aqui estou novamente. Agradeço de coração os comentários recebidos no post anterior. É sempre bom sair da rotina e aproveitar um local diferente para que possamos melhorar nossa qualidade de vida.

De qualquer forma, voltei hoje ao trabalho e com força total para o término do ano letivo. Aproveitando o post, peço que leiam o artigo abaixo do grande amigo Adriano Senkevics. A cada dia que passa ele se torna um grande colaborador do Críticas & Reflexões.

Um grande abraço a todos.

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Nosso outono nunca chega

Há dois anos, a corrupção em nosso país foi intensamente desmascarada. Acreditamos, com a inocência que só o povo tem, que seria o início de uma era da verdade, uma etapa onde os culpados seriam finalmente punidos. O nível de trapaça do partido revelou uma visão panorâmica completa, trezentos e sessenta graus de falsidade.

Rodeado de mentira, a verdade parecia tão próxima. Era tão certo que os corruptos sairiam. Mas não. Fomos enganados, com a ingenuidade que só o povo tem, quando o próprio sistema de punição estava atolado em outra poça de sacanagem. Ao contrário do que pensávamos, a poeira baixou e a sujeira voltou a ocupar o mesmo lugar de antes. Uma neblina retornou à vida política e econômica do país.

Vivemos num constante inverno. De vez em quando há períodos de iluminação, mas são efêmeros e não duram tempo suficiente para esquentar o cadáver brasileiro. A primavera está morta, vemos as flores murchando em cada estrada que passamos. A esperança suicidou-se, a fé se endividou, e os bons tempos, se é que existiram realmente ou apenas povoaram o imaginário popular, pararam de vez.

A volta de tudo isso ao poder trouxe à tona as mesmas novidades antigas. Para nós, trouxe à garganta a mesma ânsia. O que antes era apenas um alicerce de corrupção, já se estruturou, se firmou e virou uma nova arquitetura política. Eles confirmam a negação e rejeitam a protesto.

Nosso outono nunca chega. Esperamos ver um dia as folhas do nosso país caindo e ter a chance, pelo menos uma vez na vida, de conseguir entender o que se passa por trás de toda essa cobertura que nos apresentam. E que toda mentira que caia por terra apodreça e, depois de morta, aí sim pode ser esquecida.

Queremos ter a oportunidade de caminhar com liberdade de seguir qualquer rumo, pois nenhum estará obstruído pela vontade do poder. Queremos pisar sobre um manto seco e ouvir o estalar das velhas estruturas. É só isso que desejamos, todo o resto vem por conseqüência.

Não quero que me ofereçam uma flor, quero uma folha seca. Não quero que me digam que está tudo bem. Não quero ver cores, sol, neve ou água. Quero o outono, só isso.

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas.

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