A sina barramansense
O que já conhecemos de crises
O apagão de ontem à noite foi o presságio do que estava por vir. Um ataque maciço da mídia, a defesa do governo e a oposição aproveitando o momento para tentar roubar espaço do presidente. Tudo se repete sem diferença como já ocorrido em crises anteriores. O “apagão” aéreo o mais recente deles.
Uma amiga de trabalho argumentou-me no twitter sobre qual seria minha opinião sobre o assunto. Até o presente momento sinto-me incomodado em opinar por ainda estarmos com um número muito restrito de informações válidas. Sabemos o que irá acontecer, como citado no início do artigo. Tentativas de defesa por quem está na situação e ataques da mídia e da oposição. Até mesmo teorias conspiratórias foram utilizadas, como ataques cibernéticos ou mesmo terroristas.
Se for realmente comprovado que o problema não foi devido à condições climáticas, mas à falta de investimentos, sem dúvida estaremos entrando num caminho ainda mais conhecido. Na já citada questão aérea foram esmiuçados os problemas do setor. Era visível como nosso sistema era vulnerável e o trabalho seria árduo pela frente. Em questão de pouco tempo o assunto perdeu espaço na mídia e parecia que tudo havia se normalizado. Sinceramente não creio na resolução total do problema para o abandono de veiculação da mídia. Na verdade fomos vítimas do que já ocorre há tempos no país. Quando a bomba estoura falamos incessantemente sobre o assunto, mas depois tudo é esquecido, ou pelo menos jogado para debaixo do tapete.
Meu temor é que estejamos passando pelo mesmo processo no setor elétrico. Se isso for evidenciado comprovaremos que mesmo com os graves apagões do início da década, nada de coerente e responsável foi feito. Torna-se latente a impressão de que não só em nosso cotidiano contamos com o “jeitinho” para tudo. Parece que tudo no país funciona dessa maneira, atingindo até mesmo as esferas superiores.
Ainda há espaço para hipocrisia …
Sobre o caso da estudante hostilizada na Uniban podemos tirar uma conclusão bastante interessante. De fato a hipocrisia ainda tem muito espaço na sociedade sendo, aliás, a base do nosso país.
Não concordo com o que fizeram com a aluna. Ninguém tem o direito de desmerecer o outro. Agora, transformar a jovem em uma pura e meiga estudante que apenas queria prosseguir com seus estudos é pura demagogia. Todos já passamos por universidades e sabemos que muitos que estão por lá, vão pelo chopinho, pela bagunça, pelas drogas e pela banalização sexual. Os estudos são deixados em último plano.
Qual seria a intenção de ir a uma universidade com um vestido tão curto e provocante? Certamente para outras finalidades não ligadas ao verdadeiro propósito desse tipo de instituição.
Agora recebemos a notícia de que a jovem recebera duas propostas de universidades distintas para que ela possa concluir “seus estudos”. É incrível como existem aproveitadores para toda e qualquer situação. Afinal, que propaganda gratuita não conseguirão as universidades em questão, não é mesmo?
Acho também hipócrita a maneira como a jovem foi tratada, pois isso é fato comum em universidades. Ela não foi a primeira e nem será a última a utilizar tais vestimentas. A banalização sexual já é evidenciada nos mais variados setores da sociedade.
A verdade é que todos se aproveitam da hipocrisia para benefício próprio. Nessa história são culpados tantos os agressores, como a jovem e também as instituições.
Montagem da Mostra Cultural
Como prometido a foto da montagem da nossa sala. Esses alunos ajudaram muito no dia de hoje. Ficaram até depois do horário para deixar a sala pronta para os trabalhos de amanhã. Boa sorte a todos que lutaram para que tudo desse certo. Tenho certeza de que amanhã irão arrebentar.
Montagem da IIª Mostra Cultural
Hoje montaremos a sala para exibição do Júri Simulado (Modo de vida capitalista x Degradação do Meio Ambiente). Os alunos estão empenhados e ansiosos para os debates que ocorrerão ao longo da sexta-feira em sessões de 30 minutos cada.
O trabalho tenta mostrar aos alunos e também aos visitantes o maior confronto em que a sociedade irá se deparar. Como preservar o meio ambiente e ao mesmo tempo manter os confortos e facilidades que a vida moderna nos ensinou? Busca salientar a diferença dos discursos politicamente corretos com a realidade praticada.
É grande a satisfação em ver os alunos realmente empolgados com o trabalho. Feiras de ciências ou mostras culturais nunca encheram meus olhos por serem caracterizados por temas já batidos e portanto sem objetivos diretos para formação do jovem. Pelo menos sob minha visão. Dessa forma, é gratificante ver no segundo ano seguido o desenvolvimento de um trabalho que tem um propósito atual de conscientização e reflexão dos obstáculos que serão enfrentados por todos nós.
Nos próximos dias farei o relato através de fotografias de todo processo de montagem, apresentação e conclusão do trabalho.
Final de ano letivo é um problema!
Chegamos em novembro. Praticamente o último mês do ano letivo de 2009. Passado o famoso “outubrite”, onde todos os professores sofrem crises existenciais por já estarem estressados e ainda faltar certo tempo para acabar, é hora de estruturar as últimas avaliações e conteúdos.
Justamente aí reside o problema. Muitos dos alunos já aprovados não possuem o nível de interesse do início do ano. Aliado a isso a falta de tempo não nos permite adentrar em um conteúdo totalmente, fazendo-nos permanecer na superficialidade. Apesar de estarmos um pouco felizes com o final próximo é tremendamente incômodo não podermos aprofundar e ao mesmo tempo não ter como deixar de passar o conteúdo.
Transforma-se esse momento em um período sem propósitos mais importantes. Como se fôssemos um time sem chances de título e sem a possibilidade de cair. Cumprimos tabela, apenas.
3 anos da minha princesinha
Impermeabilização nas áreas urbanas
Fazendo algumas pesquisas sobre o tema pela internet, descobri que desde 2008 a população mundial está em maior número nas zonas urbanas do que em zonas rurais. Tal notícia nos chama atenção para uma realidade que já ocorre no Brasil há muito tempo. Foi-se o tempo em que muitos de nós tínhamos parentes no campo onde geralmente viajávamos nas férias. O mundo está cada vez mais urbano e com esta característica alguns problemas crônicos aumentam significativamente.
Deixando a violência, a superlotação, as submoradias, o desemprego e outros problemas de lado, temos na impermeabilização dos solos um problema que poucos dão a devida atenção em tempos de poucas chuvas, mas que nas épocas mais úmidas provocam sérios danos.
Na segunda-feira, dia 19 de outubro, tive um desses exemplos que comprova que em obras de urbanização a importância dada à drenagem das águas é quase nula. Em um pé d’agua daqueles, voltando do trabalho pela Rodovia Presidente Dutra, por pouco não fico sem carro. Ao conseguir me alojar em um posto de gasolina percebi que pouco tempo depois a água havia subido acima da mureta central que divide as duas pistas da rodovia. Mesmo sabendo que o volume de água em poucos minutos fora tremendo, o sistema de escoamento ficou longe do ideal para a localidade. Afinal, trata-se de uma rodovia federal, de grande importância para o país.
Nos centros urbanos de Volta Redonda e Barra Mansa a situação é bem pior. No caso da última cidade ameniza o fato da zona urbana ter crescido entre os morros e o rio Paraíba do Sul, dessa forma muito difícil de planejar algo em cima do que está pronto. Volta Redonda não, é um caso clássico de como as obras públicas são feitas com descaso. Zonas planejadas, amplas, planas, dotadas de grande infra-estrutura, simplesmente se “afogam” com qualquer chuva mais forte.
Nada de relevante foi anunciado para solução desses problemas. Dificilmente serão solucionados uma vez que em centros maiores essa já é uma realidade de décadas. Parece que o brasileiro se acostumou com essa realidade e já consegue conviver com o caos.







