Que futuro teremos?

A Secretaria de Educação de Minas Gerais está analisando o caso da jovem de 22 anos que foi barrada na porta da sala de aula por estar vestindo uma saia muito curta. Sinceramente não temos como saber o quão justo era a saia em questão, mas o que chamou a atenção nesse caso foi a declaração da Superintendente de Sete Lagoas – MG, a senhora Maria Ângela de Carvalho Guimarães.

“Não houve uma denúncia formal da ocorrência. Ainda assim, uma equipe foi enviada à escola para apurar o caso e descobrir o que realmente aconteceu. Para mim, o aluno deve ser respeitado sempre, e tem que ficar na sala de aula em qualquer hipótese.”

O trecho em negrito serve para destacar a minha surpresa diante de tal declaração. É certo que é direito do aluno estudar e poder crescer social e intelectualmente em uma escola pública de qualidade. Todavia, fica o questionamento sobre qual o significado de “o aluno ter que ficar na sala de aula em qualquer hipótese”. Seremos obrigados a aturar todo tipo de afronte por parte de alunos que querem ir a escola por qualquer outro motivo que não seja estudar? A lei é clara e diz que o aluno tem direito a uma escola de qualidade, que deve ser usada única e exclusivamente para o ESTUDO.

Estamos vivendo atualmente um momento onde os alunos apenas frequentam as escolas e não tem qualquer tipo de responsabilidade para com o estado e a sociedade. Possuem uma série de direitos que não são acompanhados de deveres.

Se a coisa continuar como está não demoraremos para ver sexo explícito dentro das salas de aula. Não poderemos falar nada, afinal de contas eles devem permanecer em sala de aula em qualquer hipótese, não é mesmo senhora Superintendente ? 

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Postagem pelo Microsoft Word

Não é que depois de editar um jogo de geografia pelo Word descobri que a ferramenta também possibilita a postagem de textos diretamente no blog. Gostei muito da ideia e resolvi experimentar. Na verdade a correria começou de vez. As novas turmas estão formadas e a partir da semana que vem as aulas estarão a todo vapor, da mesma forma como estava até o término de 2009. Se não puder voltar por aqui fica o desejo de uma ótima semana a todos.

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Angra dos Reis: Paraíso ameaçado…

Estive por 10 dias na região de Angra dos Reis aproveitando um bocado os últimos dias de minhas férias. Como um eterno apaixonado pela região pude contemplar durante algum tempo as fantásticas paisagens dignas de cartões postais.

Mesmo assim, sem deixar de lado o olhar crítico que a geografia nos dá, é sempre necessário salientar que paraísos como esses perdem a cada dia um pouco da sua beleza. Presenciamos nas últimas semanas algumas catástrofes envolvendo a cidade. Deslizamentos de terra devido as constantes chuvas mataram um número relevante de pessoas. Seria a chuva a grande responsável? Pude comprovar que as moradias irregulares vem tomando porções de mata atlântica preservada. Processo que se mantém rápido e constante. Paraísos como esse abaixo podem estar com os dias contados.

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Já são notadas facilmente inúmeras antenas parabólicas entre as árvores nativas da região. As casas são construídas sobre grandes rochas. Em alguns casos não sabemos quando começa uma casa e termina a outra. A chuva, meus caros, nada mais é do que o típico para esse período do ano. Se com a mata preservada os deslizamentos não foram evitados, quem dirá com a região tomada por moradias indevidas.

Sem creditar a culpa total nos moradores, os governos assistem passivamente a tomada dessas regiões. De modo indireto permitem que catástrofes semelhantes ocorram anualmente.

Como líderes deveriam organizar a região providenciando loteamentos que alocassem os novos moradores em locais seguros. Aliado a esse processo deveriam fornecer transporte público de qualidade, para que essas pessoas pudessem se locomover para seus trabalhos. Dessa forma, o município ganharia de todos os lados. A natureza preservada favoreceria o turismo, as catástrofes de grandes magnitudes seriam evitadas e a melhoria da qualidade de vida ocorreria naturalmente.

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Janeiro

Passado o dezembro caótico do ponto de vista da movimentação para as festas de fim de ano, chega a nós o janeiro pacato. Tempo de refletir sobre o significado do ano novo.

Do ponto de vista científico nada mais que uma convenção humana. A data tem apenas significado quando inserida na dinâmica do contexto social. Nossos traços culturais ensinam que é tempo de renovação, de novos conceitos e atitudes. Para mim, é tempo de esquecer um pouco de tudo e buscar ao máximo o relaxamento merecido.

Planos sempre temos. Talvez conquistemos alguns e muitos sejam novamente adiados para 2011 e assim por diante. A verdade é que temos de nos preocupar com as superficialidades que rondam essas datas. Preocupamo-nos com o branco e com todas as crendices para uma vida melhor no futuro, mas no dia seguinte damos novamente espaço para falsidade e hipocrisia. Tornamos a ser o que éramos, com os mesmos preconceitos e pensamentos limitados.

Que esse recomeço signifique a busca por maior conhecimento e distanciamento de tudo aquilo que nos torne egoístas e cegos. É o desejo de que possamos conhecer mais outros pontos de vista, anulando a possibilidade de PRÉ conceitos sobre tudo aquilo que conhecemos superficialmente.

Feliz 2010 para todos.

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Pulseiras do sexo

Depois de apresentada em alguns jornais, as tais pulseiras do sexo vem dando o que falar. Principalmente pelo fato dela estarem chegando agora nas principais cidades brasileiras. Se isso estiver realmente acontecendo no Brasil, será questão de tempo a chegada nas cidades de pequeno e médio porte.

A verdade é que essa brincadeira escancara ao público um fato que já vem acontecendo nos últimos anos, mas que muitos insistem em ignorar: A banalização sexual. Como professor de ensino fundamental e médio constato que já é algo habitual nas escolas a insinuação sexual principalmente das meninas.

Nas redes sociais, como o orkut, já é fato comum as jovens exibirem seus corpos para que todos vejam. E para surpresa de muitos já constatamos que há casos em que as próprios pais fazem as fotos.

Essa realidade sexual já está aí há muito tempo. A questão das pulseiras é apenas mais uma modalidade. Para quem tem filhos fica o questionamento: O que fazer com nossos filhos quando estão diante de tantos estímulos dessa natureza? A resposta é sempre a mesma: Conversa. Não adianta prender em casa, nem proibir sua filha de namorar, pois certamente ela o fará escondido. Então, se isso fatalmente vai acontecer, melhor que seja através de uma relação baseada em cumplicidade, respeito e confiança entre pais e filhos.

Também não adianta não ter uma relação aberta com os filhos e resolver do nada ter uma conversa relacionada ao sexo. Isso certamente não irá colar. A relação de confiança deve ser moldada desde os primeiros anos de vida, fazendo com que a criança cresça com a sensação de que não existem apenas pais em sua casa, mas também amigos verdadeiros.

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Enfim, o fim

Na verdade o mês de dezembro não me inspira muito a escrever. A hipocrisia constante, que o meu amigo Ery bem conhece, me deixa um pouco sem saco para essa tarefa. Essa necessidade de “ajudar o próximo” característica desse mês não passa da mais pura falta de vergonha na cara. Significa que “ajudamos” para que nossa consciência fique bem consigo mesmo e não tenhamos que sofrer por eles no próximo ano inteiro. Apenas no próximo dezembro. O “não ajudar” torna-se politicamente incorreto, classificando-nos como sem coração ou coisas do tipo. As pessoas nos olham como se quisessem dizer que o menino Jesus se encarregaria de castigar-nos.

Mas não venho aqui para ficar me queixando dessa época. As aulas finalmente terminaram restando apenas as confraternizações de fim de ano. Felizmente. Apesar de algumas decepções com relação ao colégio escolhido na rede Estadual do Rio de Janeiro, posso dizer que a sensação de vitória reside em minha mente. Tenho uma família linda, uma renda que permite uma vida feliz e satisfatória, além do pensamento de que o que vem pela frente tende a melhorar ainda mais a minha vida.

Não sei se voltarei aqui até o final desse ano. Talvez para desejar um excelente “recomeço”. Todavia, fica os meus sinceros agradecimentos para aqueles que estiveram ou passaram por aqui.

Que as festas sejam baseadas na alegria, na felicidade, na família, etc. E claro, tudo acompanhado de uma bela Bohemia gelada.

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Considerações sobre o brasileirão

Deixei para escrever hoje pois antes não tinha inspiração diante de tanta euforia por ser campeão brasileiro por mais uma vez. Só havia visto tal fenômeno em 1992, ainda com 9 anos de idade.
Apesar de jogar muito mal, parecendo tremer diante de sua própria torcida, felizmente o mengão se sagrou campeão. Não posso negar que foi um momento muito feliz para todos nós. Todavia, meu escritos se destinarão às atitudes criminosas por parte da torcida do Coritiba e do Flamengo.
É lastimável que a paixão pelo futebol seja levada tão a sério, ao ponto do indivíduo achar que um resultado positivo ou negativo fará muita diferença em sua vida. Esse esporte deveria servir como distração e uma forma de nos entreter ao longo do ano. Infelizmente, temos de salientar que diante das tais torcidas organizadas somos obrigados a constatar a existência de verdadeiros marginais, delinquentes que deveriam sofrer os rigores da lei. Se esta de fato funcionasse no Brasil.
É uma pena que um time tão lindo como o Coritiba tenha caído, mas é fato que alguém teria de cair. Vários outros grandes já caíram um dia e retornaram à elite.
No Rio, torcedores do Flamengo deixaram de lado a comemoração para se auto destruírem. Algo estranho diante do significado do momento. Após 17 anos de espera o indivíduo prefere brigar a comemorar.
Encerro cobrando maior rigor das autoridades. A sensação de que no Brasil se pode fazer de tudo encoraja os meliantes para práticas inapropriadas. Esperamos que coisas do tipo não se repitam, mesmo sabendo que tem tudo para voltar a ocorrer.
ps. Gostaria de manifestar o apoio ao amigo @eryroberto, torcedor do Coritiba. Tenha certeza que esse é apenas um momento que será contornado o quanto antes. Grande abraço.
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Como mudamos …

É engraçado, mas hoje por acaso resolvi visualizar os termos que os internautas pesquisam e que acabam por chegar em meu blog. Engraçado porque se paramos para reler alguns textos antigos percebemos como os blogs podem mostrar o desenvolvimento de nossas opiniões e até mesmo de toda nossa personalidade.

Paramos para pensar sobre como nossas opiniões se transformam e como nosso ponto de vista pode chegar a ser o oposto do passado. Claro, o nosso dia-a-dia fornece constantemente novas formas de interação e conhecimento. Seria natural e sadio que interpretássemos essas mudanças como positivas.

Sendo mais específico diria que se o artigo “O aborto deve ser legalizado?” fosse escrito nos dias de hoje, teria uma abordagem um tanto diferente. Alguns conceitos mudaram, tornando alguns raciocínios incompatíveis com o que acredito hoje.

De qualquer forma, jamais irei apagá-lo. Está lá para registrar, assim como as demais postagens, que sou um ser humano passível de erros e mudanças de pensamento. Trata-se de uma evolução contínua e perfeitamente sadia.

Seria inclusive muito interessante se tivesse o mesmo número de comentários que um dia já possuí, ainda em tempos de “wordpress”. Os comentários, que em alguns casos chegaram até a agredir, contribuíram demais para a reformulação de alguns pensamentos expressados nas postagens.

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Educação e disciplina

Recebi da minha prima um vídeo um tanto pertinente para realidade vivida hoje em dia nas escolas: A atitude desaforada da grande maioria dos alunos como reflexo da educação fornecida por pais e demais instituições. Principalmente pelos primeiros.

O autor desse blog não compactua totalmente com esse vídeo, mas concorda que o excesso de permissividade contribui para essa sensação de caos nas escolas.

Peço aos internautas que por aqui passam a gentil contribuição de suas opiniões sobre a questão. Acesse os comentários abaixo e participe. Será muito importante para todos nós.

O vídeo é do jornalista Luiz Carlos Prates

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8 de FHC + 8 de Lula = 16

Tomo a liberdade de divulgar o último artigo do colunista da folha Gilberto Dimenstein. No texto é apresentado de forma clara e sucinta a íntima ligação existente entre o governo FHC e Lula.

Recebi por e-mail há alguns dias uma tabela mostrando os avanços do governo Lula em relação ao FHC, como se esse último em nada tivesse contribuído para o desenvolvimento do país. O texto de Dimenstein cai como uma luva para ilustrar bem esse tema.

A questão aqui não reside em adorar Lula ou FHC, ou mesmo crucificar qualquer um dos dois. Temos na verdade que constatar que ambos foram importantes para o desenvolvimento do país no qual, através desses 16 anos de governo, medidas políticas e econômicas foram mantidas, colocando o Brasil no rumo do crescimento e do desenvolvimento.

É bem verdade que ambos cometeram erros, muitos deles graves. Mas quando comparamos o Brasil de hoje com o de 25 anos atrás, nos certificamos dos grandes avanços conquistados.

Na íntegra:

FHC é o grande padrinho de Lula

Leio análises falando que um dos pontos vulneráveis de José Serra --e teria aparecido na mais recente pesquisa mostrando a subida de Dilma Roussef-- é Fernando Henrique Cardoso, com alta taxa de rejeição. Por isso, o ex-presidente seria escondido na campanha. A verdade é que, por outros motivos, FHC é o grande padrinho de Lula --qualquer pessoa com um mínimo de equilíbrio terá de concordar com isso.

Em essência, o governo Lula é a continuidade da gestão anterior --e aí está um dos pontos mais inteligentes do presidente. Ele pegou a inflação baixa, um país na rota do crescimento, as bases de seu mais importante programa social em andamento (o Bolsa Família). As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.

Lula soube aprimorar o que recebeu. Radicalizou a política social, manteve as bases econômicas. Para completar, além da sorte com a descoberta do pré-sal, passou por uma época de crescimento mundial --com exceção dos últimos 12 meses. Não herdasse o que herdou, teria muito menos condições de angariar um prestígio tão grande.

É tolice não reconhecer a habilidade de Lula e seu extraordinário pragmatismo. Mas é tolo não reconhecer que FHC é seu grande padrinho, cuja alta taxa rejeição faz parte daquelas injustiças --mas será reparada pela história.

*

Ninguém no PSDB, a começar por José Serra, consegue nem remotamente ter a postura de estadista de FHC.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
E-mail:
palavradoleitor@uol.com.br

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