Impermeabilização nas áreas urbanas
Fazendo algumas pesquisas sobre o tema pela internet, descobri que desde 2008 a população mundial está em maior número nas zonas urbanas do que em zonas rurais. Tal notícia nos chama atenção para uma realidade que já ocorre no Brasil há muito tempo. Foi-se o tempo em que muitos de nós tínhamos parentes no campo onde geralmente viajávamos nas férias. O mundo está cada vez mais urbano e com esta característica alguns problemas crônicos aumentam significativamente.
Deixando a violência, a superlotação, as submoradias, o desemprego e outros problemas de lado, temos na impermeabilização dos solos um problema que poucos dão a devida atenção em tempos de poucas chuvas, mas que nas épocas mais úmidas provocam sérios danos.
Na segunda-feira, dia 19 de outubro, tive um desses exemplos que comprova que em obras de urbanização a importância dada à drenagem das águas é quase nula. Em um pé d’agua daqueles, voltando do trabalho pela Rodovia Presidente Dutra, por pouco não fico sem carro. Ao conseguir me alojar em um posto de gasolina percebi que pouco tempo depois a água havia subido acima da mureta central que divide as duas pistas da rodovia. Mesmo sabendo que o volume de água em poucos minutos fora tremendo, o sistema de escoamento ficou longe do ideal para a localidade. Afinal, trata-se de uma rodovia federal, de grande importância para o país.
Nos centros urbanos de Volta Redonda e Barra Mansa a situação é bem pior. No caso da última cidade ameniza o fato da zona urbana ter crescido entre os morros e o rio Paraíba do Sul, dessa forma muito difícil de planejar algo em cima do que está pronto. Volta Redonda não, é um caso clássico de como as obras públicas são feitas com descaso. Zonas planejadas, amplas, planas, dotadas de grande infra-estrutura, simplesmente se “afogam” com qualquer chuva mais forte.
Nada de relevante foi anunciado para solução desses problemas. Dificilmente serão solucionados uma vez que em centros maiores essa já é uma realidade de décadas. Parece que o brasileiro se acostumou com essa realidade e já consegue conviver com o caos.







