Influências constantes …

Apesar de muitos por aí afirmarem que tem personalidade e que decidem seus caminhos sem influência de terceiros, temos de concordar que se existe realmente essa pessoa, pode se considerar uma vencedora.
Defender uma opinião frente a um oceano de ideias contrárias e permanecer decidido, realmente é algo para poucos. No decorrer de todo meu processo de formação como docente, e agora, após um pequeno tempo atuando na profissão, confesso que o desânimo assusta um pouco. As adversidades são tremendas, mas sinceramente desconheço profissão que não as tenha. Quando comparada com algumas profissões dos sonhos (TR´s da vida e Polícia Federal), claro sempre pela remuneração, é bem verdade que o magistério desanima um pouco.

Sinceramente, melhoria nas condições de trabalho se consegue através de coesão, trabalho em equipe e busca pelos mesmos interesses. Coisa que o professor não tem. São muitos defendendo os seus anseios particulares, típico de uma sociedade cada vez mais individualista e consumista. Passar incontáveis recreios e encontros reclamando da sua vida sofrida, e de como você está na “pior das profissões” de nada adiantará. Apenas contribuirá para seus problemas de ansiedade e depressão. Portanto, é preciso um basta na situação. Devemos escolher que caminho seguir. A educação possui os mesmos problemas há décadas e, a grande maioria, sabia o caminho que estava para trilhar.
Confesso, sou professor e não estou satisfeito com as condições atuais. Mas escolhi a profissão sabendo o que viria pela frente e, sinceramente, devo continuar lutando e tentando ser o melhor profissional possível.
Reflitamos, em vez de queixas sem propósitos senão a destruição do nosso sistema emocional e psicológico, por que não tentar caminhos mais diretos e de coesão com a ação de muitos que já tentam melhorar?
São justamente os colegas de trabalho que mais me desanimam na profissão. Em pouco tempo não causará surpresa o fato de estar pensando como eles.
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Expansão Islâmica

Um amigo de profissão me enviou esse vídeo que a princípio não chamaria minha atenção. Tal apresentação, produzida pela Primeira Igreja Batista, visa alertar ao mundo ocidental cristão para a contínua expansão islâmica em todo mundo.

Apesar de utilizar dados sem divulgação clara da fonte utilizada, e atribuir aos muçulmanos uma imagem ruim, aborda o tema através de conceitos demográficos interessantes. Além de tais conceitos, ilustra muito bem como a migração, seja de qualquer espécie, não se configura apenas como a movimentação de um povo de um lugar para o outro. A migração, antes de qualquer outra coisa, provoca o choque cultural. Ao choque cultural entenda-se enfrentamento dos costumes e também de dogmas religiosos.

A intenção de compartilhar esse vídeo não foi a de defender a causa proposta. Mas de mostrar como a expansão islâmica também é enxergada como grande ameaça ao nosso mundo. Com a concretização de tal fenômeno o mundo cristão perderia espaço e acima de tudo PODER. Mais uma prova de que, na verdade, os grupos religiosos sabem muito bem que a dominação pela fé é uma das mais poderosas ferramentas em toda humanidade.

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Folgados alheios …

Quando iniciamos a nossa semana não temos certeza do que irá acontecer conosco durante o período. Entretanto, uma das coisas mais frequentes que podemos encontrar pelas ruas do Brasil é o que chamo de folgado alheio. A necessidade de ser “espaçoso” e de achar que tudo gira em torno de si próprio é latente. Gente que fura fila, que ultrapassa pela direita, que estaciona o carro aonde não deve, e por aí vai…

Ontem, fim de expediente, não pude entrar com meu carro na garagem. Uma carreta com um grande tanque de combustível impossibilitava a tarefa. Será só no Brasil? Será? Além de fechar minha garagem, não entra na minha cabeça o fato de uma carga tão perigosa ficar próximo de residências. Uma vez acionada a Guarda Municipal o motorista do veículo foi obrigado a sair da frente da garagem. Mesmo assim continua próximo a várias residências, inclusive a minha. Sinceramente, esse jeito bambo como as coisas “rolam” no Brasil deixa qualquer um desiludido com o futuro.

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Limite de alunos em sala de aula

Um dos grandes problemas que o professor geralmente enfrenta, além é claro de outros fatores conhecidos, diz respeito a superlotação das salas de aula. Eu, por exemplo, tenho turmas no Estado do RJ que ultrapassam a barreira dos 45 alunos.

É fato que em uma turma superlotada fica mais difícil de trabalhar. O tom de voz precisa aumentar e o controle de uma turma com tantos adolescentes passa a ser mais complicado. A fixação de um limite máximo é algo que os professores vem exigindo há algum tempo.

Nessa dinâmica, através do texto do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), foi aprovado na câmara o limite de 35 alunos para turmas do 6º ano (5ª série) do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. A medida visa justamente acabar com o desgaste excessivo dos profissionais da educação.

Dessa forma o texto geral da LDB – Lei de Diretrizes e Bases seria alterado, uma vez que até o momento não há texto que limite o número de alunos por sala. Ainda sem parecer do Ministério da Educação correm rumores de que tal medida seria inconstitucional, por não falar sobre como custear o aumento nas despesas de novas turmas e novos profissionais para o exercício do magistério.

Engraçado pois quando o assunto esbarra na contratação de mais profissionais o custo pesa nos cofres públicos. Quando da realização de uma olimpíada, copa do mundo ou mesmo obras que sejam de interesse privado, o recurso passa a existir.

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PM´s X Professores

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Hoje na ALERJ houve confronto entre a polícia militar e os professores. Os profissionais da educação buscavam acompanhar a votação do projeto que visa incorporar o Nova Escola em 6 anos, e diminuir a diferença entre os níveis de 12% para 7,5%.

Quanto ao que o governador Sérgio Cabral quer fazer com a classe não há muito o que falar. Muitos são os veículos que vem mostrando a brutalidade que o governador pretende fazer com a classe. O motivo dos meus escritos referem-se as atrocidades ocorridas hoje. Ver policial batendo em professor é algo lastimável de constatar. Um país que trata o profissional da educação dessa forma não tem mesmo pretensões de crescer como nação.

Policiais e professores fazem parte do mesmo poder. São mantidos e massacrados pelo mesmo governo estadual. São grupos que em vez do enfrentamento deveriam estar juntos na mesma luta. Mesmo estando dentro da obrigação do ofício, os profissionais da educação deveriam ser tratados com um pouco mais de carinho.

Entendo que mesmo dentro do grupo dos professores existem aqueles que estão no único intuito senão a baderna e o confronto. Mas estejam certos que são a minoria.

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Incentivo à formação de professores

Nessa tarde de sábado conversava por telefone com um primo distante. Ambos professores, discutíamos quais as reais formas para valorização do profissional do magistério. Chegamos ao consenso de que aqueles que já são professores devem passar por um processo de auto valorização inicial, antes mesmo que exijamos respeito dos demais setores da sociedade. Talvez pela baixa auto estima do profissional, muitas vezes massacrado pelos governos e mesmo pela sociedade, estamos acostumados a interpretar o professor como aquele cidadão de olhos constantemente cansados e com a sensação de que estão a um passo do inferno. Discordo que devemos prosseguir com essa impressão para sociedade.

Devemos, acima de tudo, ter orgulho de ser professor. Veja, não quero propor o esquecimento de todos os percalços da profissão, que não são poucas. Devemos lutar por melhoras constantes, mas sem denegrir ainda mais nossa imagem. Já disse por aqui, somos fundamentais.

Também é fato que muita coisa precisa melhorar. O próprio descaso constante do governo faz com que as licenciaturas venham perdendo adeptos com frequências assustadoras. Não teremos professor no futuro se tudo continuar como está. Muito também pelo fato de outros cursos estarem na moda. Aliás, canso-me de ver pessoas que preferem escolher profissões mais “glamurosas”, mas que ao final acabam sem emprego. Mas deixemos essa questão para uma outra hora.

O fato é que o governo federal, através do ministro Fernando Haddad, enviou um projeto de lei à Câmara para incentivar o exercício do magistério nas novas gerações. Através da medida o universitário que optasse pela licenciatura, e fosse trabalhar em escola pública teria os custos de seu curso pagos pelo governo federal. A ideia é interessante e nos chama atenção. Lembremos que a valorização do profissional além de passar pela auto valorização acima citada, também precisa de melhores condições de trabalho e não apenas benefícios para cursar a faculdade.

A proposta também não garante a inserção de bons profissionais no mercado. Os ruins também terão mais facilidade para se tornarem professores. Sem os atrativos, principalmente financeiros, não há concorrência. A função acaba sendo refúgio daqueles que não tem o mínimo talento para o exercício da profissão. São pessoas excluídas dos meios mais concorridos que vão para o magistério.

De qualquer forma, que esta proposta seja apenas o início de muitas outras que virão. Temos maus profissionais, mas também maus alunos, maus governos e uma sociedade extremamente perversa com a função do professor. Precisamos de mudanças.

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Professor agredido em Goiás

Um professor de uma escola particular no município de Formosa-GO foi agredido por um aluno de 16 anos, em sala de aula. Fato não inédito no Brasil, muitos alunos perderam completamente o senso de respeito ao professor.

Em casos como esses geralmente a atitude do adolescente vem do aval ou conformismo dos pais que tratam seus filhos como eternas vítimas de todos. É preciso rever a violência nas escolas. Mais que isso, é preciso estudar medidas práticas que contribuam para efetiva punição de qualquer tipo de transgressão nas escolas. Vivemos um momento em que a sociedade atua sob um sistema que privilegia a impunidade, que sem dúvida, alimenta muito os índices de violência. Mesmo que não seja apenas ela que contribua para tais eventos.

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Trem turístico Barra Mansa – Angra dos Reis

Parece mesmo que a integração regional através do trem turístico entre Barra Mansa e Angra dos Reis sairá do papel. A empresa Serra Verde Express, a mesma que opera o percurso Curitiba – Paranaguá, apresentou uma litorina (vagão com motor) para 56 lugares.

Se o projeto surtir efeito a ideia é ampliar o número de lugares no passeio. Como barramansense e um amante incondicional do Vale do Paraíba e todo sul do estado, não posso receber a notícia de outra maneira. Fico totalmente satisfeito em saber que existe o empenho na ativação do percurso. O trajeto cortará um dos poucos resquícios de mata atlântica no país e, sem dúvida alguma, fortalecerá o turismo na região.

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Desculpas aos assinantes

Ainda desconhecendo a fonte do problema percebi um postagem feita aqui no blog por algum tipo de SPAM. Certamente todos que assinam esse blog, via e-mail ou RSS, receberam o artigo escrito em inglês.

Algumas medidas de segurança foram tomadas. De qualquer forma fica o pedido de desculpas pelo incômodo a todos os assinantes.

até mais.

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A função social do professor …

construcao de um globo geografica1 Diante de tantos paradoxos envolvendo a função do magistério é necessário analisar o ofício com certa calma. A educação brasileira vem sendo massacrada ao longo de décadas através de uma sequência de governos descompromissados com o setor. Ao longo desse mesmo período, o professor veio perdendo importância social sendo tratado com desdenho por toda sociedade.

Para aqueles que são ou desejam ser professores passa a ser normal a abordagem de pessoas que tentam, incessantemente, desestimular o exercício da função. Mesmo que na maioria das vezes seja algo dito sem pensar. Muitas das vezes a banalização do professor parte dos próprios professores, já cansados de tanto abandono por parte de todos. Não os culpo por tal atitude. Pelo menos não totalmente. O que ocorre atualmente no Brasil é triste mas não passível de lamentação e passividade.

A mudança deve começar. A valorização do professor deve ser iniciada já. Professores, vos falo como membro de tão importante classe. Não espere valorização do outro. É preciso a busca pela auto-valorização. Somos importantíssimos socialmente falando. Somos a base de uma nação que se desenvolve ou não de acordo com o valor que dá à educação.

Quando o profissional passar a mudar de tática adotando a política de auto-valorização, certamente começa a mudar a imagem que as pessoas fazem do profissional. Se o problema é salário vamos à luta por melhores remunerações. Se a questão é a elevada carga horária, façamos movimentos contra tal problema. Mas, por favor, não se desmereça em relação aos outros profissionais. Mesmo que ninguém conceba ainda essa ideia, saiba que ser professor é possuir uma das mais fundamentais funções em uma sociedade. É o alicerce para uma nação saudável.

Peço, finalmente, que a escolha pelo magistério seja feita apenas por aqueles que de fato se identificam com a função. Não precisamos de mais reclames no setor. Na maioria das vezes é mais difícil conviver com tais professores do que de fato encarar várias turmas por semana. Além disso, geralmente aquele que mais reclama é o que menos luta pelos direitos e melhorias na profissão.

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